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Vinho como aperitivo cresce na Espanha: novo espaço enonegócios? [11.06.2018]

A maioria dos espanhois (48%) preferem a cerveja como aperitivo. Mas uma pesquisa recente revela que esse padrão está em risco, pois 37% deles já adotou o vinho como aperitivo e 9% preferem o vermute. Então se assumirmos que o vermute é um tipo de, vinho, seriam 46% de preferência para o vinho, um empate estatístico com os 48% de preferência para a cerveja. A pesquisa aponta que o crescimento do vinho para essa finalidade tem considerável e o seu consumo específico tende a superar o da cerveja. Temos aí um bom segmento para expandir os negócios do vinho? Por outro lado, 58% dos que tomam vinho preferem faze-lo em casa do que num restaurante e justificam que o vinho em casa, além de custar menos, reforça a aproximação com familiares e amigos, expandido o círculo de relacionamento das pessoas e das famílias. Enquanto a cultura do vinho vem crescendo a boas taxas, o consumo da cerveja entre os jovens está estável até a idade de 30 anos, a partir da qual aumenta a migração para o vinho e esta alcança grandes taxas nos mais velhos. Nesse ponto, há produtores de vinho acreditando que essa migração pode se estender aos mais jovens ofertando produtos mais adequados à competição com a cerveja, tais como "coolers" com base em vinho, que sejam mais frescos, menos alcoólicos e mais agradáveis para beber. Outro caminho seria usar campanhas para desmistificar a postura corrente de beber vinho com tanta sofisticação, determinação e até obrigação de desvendar detalhes na visão, nos aromas e nos sabores do vinho que, muitas vezes, obriga à pesquisa para desvendar os segredos da uva e da produção. A grande maioria dos bebedores de cervja pouco se importam com isso, apenas a bebem e desfrutam de suas agradáveis características. Ora, se são boas, o que importa saber como e de onde foram obtidas? Campanhas sobre vinhos, em geral, criam áureas de mistério, nobreza e atmosfera severa que, certamente, criam barreiras e sugeram pensamentos do tipo "não é para o meu bolso", "só quando eu for mais velho", "muito complicado" etc, que se traduzem em barreiras para o consumo.